Não é o que você fala, mas como você fala. Você pode dizer a mesma coisa de maneira muito sutil, sem parecer arrogante, sem parecer um ser superior que está acima de qualquer coisa onde todos devem curvar-se aos seus pés. Muito feio isso. Aliás, é mais feio que cair de mão no bolso. Sabe porquê? Porque não existe ninguém insubstituível, não existe ninguém tão maravilhoso que não possa ser simplesmente esquecido, deixado de lado. Não existe alguém indispensável.

Você não é quem pensa que é. Você é suas atitudes. E se sua atitude não condiz com o que você fala, sinto muito, mas você é uma fraude. Uma fraude que muitos percebem, mas você não, porque está mergulhado num mar de vaidade e arrogância que te coloca num pedestal gigante muito acima dos demais te isolando completamente e te deixando sozinho. Sim, sozinho. Você pode estar no meio da multidão que no seu interior estará sozinho. Perdido. Sem saber como sustentar essa “coisa maravilhosa” que no fundo você não é.

Então você fica lá, no pedestal de ouro achando que é soberano, enquanto as pessoas que te admiram, passam a enxergar que de repente você não é o que parece. Aos poucos começam a recuar e perceber que não existe verdade em tua volta. 

A arrogância é o ato ou efeito de arrogar-se, utiliza uma suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assumindo uma atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros com orgulho ostensivo e altivez.

A prepotência é um sentimento falso de superioridade ou de autoafirmação, da pessoa que se acha superior as demais. Então você decide prestar atenção no arrogante prepotente e descobre que ele usa uma máscara muito bonita que o faz conquistar essa superioridade toda, quando na verdade ele é patético.

Vida de aparências, experiências de sucesso que há muitos anos não se repetem mais, mas que a criatura utiliza como troféu para sustentar seu porte soberano. Falsos sorrisos, uma representação teatral para fazer de conta que se importa em contribuir socialmente quando na verdade só aceita fazer isso se puder colher os louros promovendo seu nome junto a um grupo de pessoas.

Escondem-se atrás de siglas para reforçar o quanto são importantes para a sociedade, quando na verdade não atuam verdadeiramente com o coração e não honram seus juramentos comportando-se como uma pessoa que simplesmente não está fazendo nada de mal para ninguém aos olhos dos outros, mas suas atitudes quando ninguém está olhando são mais sujas que pau de galinheiro. Faz de conta que sou leal. Faz de conta que sou bonzinho. Faz de conta que sou honesto. Faz de conta que sou íntegro. Faz de conta que sou fiel. Faz de conta que sou exemplo. Faz de conta que sou tudo isso que as pessoas pensam de mim.

Mas é lá, no travesseiro, sozinho no escuro do quarto. É lá que a pessoa se encontra consigo mesma e sabe o quanto ela é uma fraude.

Por Renata Miranda

3 thoughts on “Parece, mas não é

  1. Renata, muito verdadeiro o teu texto. Com o passar dos anos vamos nos despindo de preconceitos, de aparências e vamos preferindo o mínimo é essencial. Deixamos de nós preocupar com a aparência física e buscamos melhorar nossa essência. Chega o dia que entendemos que amigos de verdade se conta nos dedos dá mão .Será que vale a pena sacrificar horas de sono ou repouso para agradar alguém? Um grande abraço.

  2. Excelente Renata, e como existem Pessoas arrogantes assim. Eu tento todos os.dias olhar p dentro de mim e ver o.q.estou fazendo de errado o q posso melhorar? Discuto comigo mesma e assim ajudo o meu eu.

    1. Acho triste… Acabarão sozinhas mesmo depois de terem construído algo bacana que infelizmente inflou o ego demais a ponto de afogar-se em si mesmo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *