11/01/2018 representa 11/1/11 na numerologia quando somamos 2+0+1+8. Segundo uma amiga querida entendida do assunto um número forte que significa mudanças. O engraçado é que me sinto extremamente introspectiva. Sim, logo eu que sou o extremo da extroversão estou querendo ficar cada vez mais quietinha no meu canto.

Estou adorando o som do silêncio. Exercitando cada vez mais o dizer não para tudo que não sinto vontade de fazer. Desde as pequenas coisas até as maiores. Cobrava-me o tempo todo porque tinha que concluir uma série de tarefas para promover minha marca até que um belo dia olhei para tudo e pensei que não preciso correr desse jeito para nada. Comecei a me questionar que nada precisa seguir a cartilha de regras de ninguém. Não quero mais ler como devo construir autoridade no mercado digital, não quero mais saber de como faço para vender treinamentos que não quero vender, não quero mais saber de mimimi do mercado do coaching onde muitas pessoas querem parecer o que não são para vender o que não sabem. Cansei. Não tenho mais paciência para tanto teatrinho. Não quero mais perder dinheiro com o que não vale a pena. Minhas jogadas serão muito bem pensadas daqui para frente. Cansei de promessas vazias. De cursos e mais cursos que no final percebemos que a pessoa nem tem tanta informação assim para repassar e cobrou uma fortuna para nos mostrar isso.

Empreender cansa. Desgasta. Toma tempo. Dá dinheiro. Muito dinheiro. Mas quem disse que eu quero isso para mim? Essa loucurada toda do mundo dos negócios. Derramar adrenalina para fechar turmas dentro do prazo. Esgotar a paciência das pessoas perguntando se não querem fazer mais um curso que melhore suas vidas. A gente sabe o quanto impacta um curso de desenvolvimento humano. Mas vender isso é muito chato. Ninguém aguenta aquele blábláblá o tempo todo. Nem eu. Analisar Google analytics. Ver os índices disso ou daquilo. Fazer vídeos semanais no youtube. Criar campanhas de marketing e torrar dinheiro em algo que não precisa ser acelerado. Que se dane! Gosto mais do meu mundinho. Não estou nem um pouco preocupada com quem critica servidor público pela estabilidade. Eu simplesmente adoro a estabilidade que a universidade me dá. Posso ganhar bem menos dinheiro, mas garanto a vocês que transbordo paz de espírito. Cuidar das minhas plantas. Brincar com a minha filha. Andar de bicicleta com o meu filho. De vez em quando alguém me contrata para fazer uma palestra porque soube que as pessoas gostaram muito da última que dei. De vez em quando lanço algum livro que deliciosamente escrevi sem me preocupar com o prazo de entrega. Lanço quando quiser, como quiser e do jeito que quiser. Porque minha editora serve para isso, para que eu possa lançar meus livros dentro das minhas regras. Não tenho nenhuma intenção de usar a editora para ser uma máquina de vendas, mas uma editora pequena que realiza sonhos, os dos outros e os meus. Apenas isso.

Não tenho nenhuma pressa de ganhar dinheiro, porque a minha pressa é viver a infância da minha filha e a adolescência do meu filho. Isso agora está muito claro para mim.  O tempo em casa com eles não tem preço. E eu estou valorizando muito tudo isso, porque sei que vai passar. E rápido.

Mudanças, elas são ótimas. Mas precisamos de sabedoria e silêncio para interpretá-la.  Observar-se. Respeitar exatamente aquilo que lhe faz feliz. Ficar surda para a opinião dos outros. Elas fazem parte de um ponto de vista externo dentro de um sistema de crenças que nada tem a ver com os nossos. Seguir nosso caminho observando a paz do coração. A tranquilidade da consciência. O sorriso que fica no rosto quando ninguém está olhando.

Hoje completo trinta e oito anos bem vividos. Sinto alegria e gratidão por estar viva e com saúde ao lado das pessoas que amo.  Não sei o que a vida me reserva pela frente, mas até aqui posso dizer que estou bem satisfeita. Posso olhar para traz e dizer: Fiz o que quis e fui feliz. E não vai ser diferente daqui para frente.

 

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